09/03/2018

Um casamento de estrondo

Importante dia de chuva e casamento de estrondo 💕

Voltando ao dito anterior a passar uns dias, discreto, no apartamento de um amigo, esse o verdadeiro desde a infância a provocar sistematicamente a discussão em arranhadelas e empurrões, agora encarados como laivos de carinho e gestos desacordados de afecto, observa a necessidade de novas aprendizagens e experiências motivadoras para a ultrapassagem do tédio dos dias que insistem em marcar-lhe passos.
Não basta ter um mar enorme a contemplar-nos, pensa, enquanto humedecemos os pés ou outras partes do corpo, debaixo do tal sol macio de suave quentura, meditando nos casos que lhe aparecem pelos jornais diários: postes que se curvam admirados, outros empinados de tanto orgulho, encalhamentos, queda de parafusos sem que alguém os aproveite em amarrações de tipos variados, toupeiras a quem não podem cortar-se caminhos, simplórios túneis de vento que se cruzam nos interesses levados pelos almoços ou pequenos encontros como se os comboios do metropolitano não existissem ou pelo menos não escutassem.
O interessante neste momento seria, em vez das reuniões de trabalho que constam no calendário, a frescura da água bebida num copo cristalino sem deixar esmorecer um acontecimento qualquer, poderia mesmo ser radical ou então algo terrivelmente dramático. Atenção: que nada nem ninguém se magoe, pois fica sempre bem e é artisticamente expressivo quando se mantém uma preocupação qualquer, indiciando circunspecção ou ato de interiorização. Sim, porque não um casamento de estrondo num transbordo de felicidade nunca vista e já que se fala em água, talvez por baixo desta, sem esperar, nascendo do nada, no ar, como, enfim, aconteceu e nada de mal ocorreu.

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