13/03/2018

Os amigos

Os amigos e os amigos dos amigos 👭

Com estas palavras, ao contrário do que possa pensar-se, não serão criticáveis os amigos dos amigos e muito menos os amigos que, não insertos em listas de uma qualquer rede social, mantêm à sua maneira a amizade e, sendo isso, procedem como tal com cumprimentos simpáticos, telefonemas de agrado, convites para passatempos, saudações de aniversário e encontros fortuitos para um copo ou petisco. De facto, este sentimento de afecto traduzido no ser amigo transporta-se aos molhos, hoje em dia, tornando-se precioso instrumento por exemplo na caça e pesca, pois não vá partir-se a cana vergastando o mais próximo e ao amigo sempre presente, tão só, basta-lhe um sinal preventivo e tudo o que de mal daí poderá advir não ocorrerá em atitudes de grande desconforto. No caso da pesca é uma coisa; se for com caça é completamente diferente e sobre este tema nem vale a pena fazer qualquer tipo de conjecturas porque aquilo que resultaria de uma discussão, por mais aprofundada que fosse, seriam apenas resquícios de conversas já sobejamente ouvidas, algumas repetidas, exaustivamente exploradas e, para bom entendedor, as palavras, em princípio, deverão encerrar-se em significações únicas, assim como as leis que, enfiando-se em qualquer fissura, induzem, contudo, a justos pensamentos e conclusões, de acordo com tratos e opiniões.
Mas, voltando aos amigos, há-os capazes de tudo fazerem aos correspondentes, sim, aos próprios amigos. Há amigos que fazem tudo, é verdade: mais trabalho; mais horas extraordinárias; entre pares, mais intercâmbio - cultural, político e pessoal, e até desportivo. O amigo do amigo, se o é em pleno, não diz que é amigo. Oferece, apenas. E nas ofertas, as incongruências não são de modo nenhum a regra mas excepções do género de ir ali tirar umas fotocópias e já venho não podem substituir outras do tipo comprar umas cuecas novas, daquelas de flanela tradicional e de gola alta, com umas baraças que podem apertar-se por baixo dos tornozelos, por causa das correntes de ar.  
Assim, estimem as vossas amigas e os vossos amigos e, já agora, também as pessoas que encontrarem e sempre que o descritivo “entretenimento” lhes aparecer numa embalagem de arroz ou de esparguete ou ainda num filtro de exaustor, sorriam cordialmente para a funcionária do atendimento que, tudo levará a crer, corresponderá na mesma medida. 

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